top of page

Namorado de jovem que foi encontrada morta em Fortaleza é preso

Foto do escritor: dialogoce
dialogoce
22 de set.
3 min de leitura

A prisão preventiva está relacionada a suspeitas levantadas durante a apuração do caso, entre elas uma possível tentativa de dificultar o trabalho da investigação.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O bacharel em Direito João Munhoz Neto, namorado da estudante de Direito Isabelle Caracristi, foi preso nesta terça-feira (22) durante as investigações sobre a morte da universitária, encontrada sem vida no dia 13 de setembro em um edifício residencial no bairro Aldeota, em Fortaleza.


A prisão preventiva está relacionada a suspeitas levantadas durante a apuração do caso, entre elas uma possível tentativa de dificultar o trabalho da investigação. As autoridades também analisam a possibilidade de que tenham ocorrido ações para retirar, ocultar ou alterar elementos que poderiam contribuir para o esclarecimento da morte.


Um dos fatos investigados envolve uma suposta orientação para que familiares de Isabelle não tivessem acesso ao condomínio caso comparecessem ao local. Também está sendo apurada a movimentação ocorrida depois da morte da estudante, quando João teria retornado ao edifício e procurado o celular dela com auxílio de um funcionário. Durante esse período, lixeiras de áreas comuns teriam sido verificadas.


A investigação também considera mensagens de áudio que Isabelle teria enviado a um familiar aproximadamente uma hora antes de morrer. Nos registros, a estudante teria relacionado o namorado ao que pudesse acontecer com ela. O conteúdo está entre os elementos que deverão ser analisados em conjunto com as demais provas reunidas no inquérito.


João também foi alvo de mandado de busca e apreensão, assim como a mãe dele. Os aparelhos celulares recolhidos deverão passar por análise para verificar se existem informações relacionadas aos últimos momentos de Isabelle e às circunstâncias investigadas. O namorado da estudante já havia prestado depoimento às autoridades e entregado o próprio celular para análise.


Imagens das câmeras de segurança do condomínio ajudaram a estabelecer parte da cronologia do caso. João aparece na portaria por volta das 18h32 e deixou o prédio pouco depois. Isabelle permaneceu no edifício e, às 19h12, foi registrada entrando sozinha em um elevador, com o celular em mãos, seguindo para o rooftop localizado no 23º andar.


Por volta das 20h40, ocorreu a queda que provocou a morte da estudante. Aproximadamente duas horas depois, às 22h48, João retornou ao condomínio. As imagens também indicam que a mãe e o irmão dele não estavam no prédio no momento em que Isabelle caiu.


Os exames realizados até o momento apontaram lesões compatíveis com o impacto da queda. Testes laboratoriais não identificaram substâncias de interesse toxicológico, enquanto outros exames periciais ainda estão sendo realizados. Também não foram identificados sinais de luta corporal dentro do apartamento.


A possibilidade de suicídio ainda não foi oficialmente confirmada, e a investigação busca esclarecer o que aconteceu antes da queda. A dinâmica da morte somente deverá ser definida após a conclusão das perícias, dos depoimentos e das demais diligências.


A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, relatou anteriormente que considerava o relacionamento da filha abusivo e afirmou ter percebido comportamentos que lhe causavam preocupação. Segundo ela, o namorado demonstrava atitudes de controle em relação à estudante e teria interferido inclusive em situações relacionadas ao estágio profissional dela.


Um dos episódios mencionados pela mãe ocorreu durante uma consulta médica de Isabelle. Na ocasião, segundo o relato, João teria tentado acompanhar a jovem até a sala de atendimento, comportamento que teria chamado a atenção da própria médica. Isorlanda também afirmou que a filha passava vários dias na casa do namorado e que os dois mantinham uma relação que despertava preocupação familiar.


A mãe da estudante prestou depoimento durante as investigações, enquanto novos depoimentos e diligências continuam sendo realizados. O caso permanece sob investigação e, até o momento, não há conclusão oficial sobre a responsabilidade de qualquer pessoa pela morte de Isabelle ou sobre a causa exata da queda.


A prisão de João ocorre, portanto, no decorrer do inquérito e deverá ser analisada dentro do conjunto de elementos reunidos pelas autoridades. A investigação continua para esclarecer as circunstâncias da morte e determinar o que aconteceu nas horas que antecederam a queda.


Comentários


bottom of page