top of page

Especialista relata sobre a relação de uma boa alimentação com a saúde do ser humano

  • Foto do escritor: dialogoce
    dialogoce
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

O consumo excessivo de sódio, açúcar e gorduras saturadas tem sido um dos principais vilões da saúde no Brasil, contribuindo para o aumento de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares

Foto: Unsplash
Foto: Unsplash

Desde a Grécia Antiga, a relação entre nutrição e saúde é reconhecida, como ilustra a famosa frase atribuída a Hipócrates: “Dos alimentos farás a tua medicina”. Hoje, essa máxima continua mais atual do que nunca.


O consumo excessivo de sódio, açúcar e gorduras saturadas tem sido um dos principais vilões da saúde no Brasil, contribuindo para o aumento de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares. Para reverter esse quadro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda políticas públicas que incentivem hábitos alimentares saudáveis e atualizem diretrizes nutricionais conforme a evolução dos padrões de consumo e descobertas científicas.


A nutricionista e professora de Nutrição da Estácio, Larice Carvalho, destaca que uma alimentação equilibrada é fundamental para a manutenção da saúde e a prevenção de diversas doenças. “Garantir que nosso corpo funcione bem depende de consumir diferentes tipos de alimentos nas quantidades certas. Isso inclui proteínas magras, carboidratos saudáveis, gorduras benéficas e uma ampla variedade de vitaminas e minerais presentes em frutas, verduras e legumes”, explica.


Outro ponto essencial para uma boa nutrição é a adoção de pequenas mudanças na rotina alimentar, como sugere Larice: “Ao invés de pular o café da manhã, optar por um iogurte natural com frutas e aveia já faz diferença. Trocar alimentos industrializados por opções naturais e evitar frituras também são passos importantes para melhorar a qualidade da alimentação”.


Segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a segurança alimentar no Brasil melhorou nos últimos anos. Em 2023, cerca de 72,4% dos domicílios brasileiros tiveram acesso regular e permanente a alimentos de qualidade em quantidade suficiente. Esse avanço se deve, em parte, à retomada das políticas de segurança alimentar e nutricional no país.


O Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde, reforça a importância de reduzir o consumo de produtos ultraprocessados e priorizar alimentos naturais e minimamente processados. Além disso, orienta a população sobre escolhas alimentares conscientes, respeitando a diversidade cultural e regional do país.


Dicas para uma alimentação mais saudável incluem:

- Priorizar alimentos naturais, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas;

- Evitar produtos ultraprocessados ricos em açúcares, gorduras e sódio;

- Beber bastante água ao longo do dia;

- Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e evitar o cigarro;

- Praticar atividade física regularmente;

- Planejar as refeições para evitar escolhas menos saudáveis por falta de tempo.


A professora Larice Carvalho ainda alerta sobre dietas da moda e restrições extremas, que podem trazer riscos à saúde: “Dietas que prometem resultados rápidos, eliminando grupos alimentares inteiros, podem ser prejudiciais a longo prazo. O ideal é buscar orientação de um profissional para elaborar um plano alimentar adequado às necessidades individuais”.

Comments


bottom of page