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Especialista explica mitos e verdades sobre os alimentos de pré-treino

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dialogoce
há 1 dia
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Segundo a nutricionista e parceira da Bodytech do Shopping Iguatemi Bosque, Caroline Mota, algumas estratégias podem fazer sentido em situações específicas, mas outras acabam sendo reproduzidas como regras gerais, sem considerar as necessidades de cada pessoa.

Foto: Imagem da Internet
Foto: Imagem da Internet

Seja colocar uma pitada de sal na água antes do treino, apostar em suplementos específicos ou começar a contar macronutrientes por conta própria, a rotina de quem pratica atividade física é cercada por informações que circulam rapidamente nas redes sociais. Segundo a nutricionista e parceira da Bodytech do Shopping Iguatemi Bosque, Caroline Mota, algumas estratégias podem fazer sentido em situações específicas, mas outras acabam sendo reproduzidas como regras gerais, sem considerar as necessidades de cada pessoa. A especialista em nutrição esportiva esclarece alguns mitos e verdades sobre alimentação e pré-treino.


“Um dos principais mitos é achar que a alimentação imediatamente antes do treino é a mais importante. Na verdade, as 24 horas anteriores são fundamentais para as reservas de glicogênio muscular e hepático. Por isso, precisamos olhar para a alimentação como um todo, e não apenas para o que foi consumido minutos antes do exercício”, explica.


Outro erro comum, de acordo com a nutricionista, é pensar que suplementos como creatina e beta-alanina precisam ser consumidos necessariamente no pré-treino para produzir efeito. Ela explica que, nesses casos, a regularidade é mais importante do que escolher um horário específico.


“Creatina e beta-alanina dependem de uso contínuo e acúmulo no organismo. Então, a regularidade é mais importante do que o horário em que esses suplementos são consumidos. Também não existe um pré-treino ideal para todos”, afirma.


Uma das tendências que ganhou espaço nas redes sociais é o consumo de sal antes do exercício, seja adicionado à água ou utilizado como estratégia para aumentar a ingestão de sódio. A prática, porém, não deve ser encarada como uma recomendação universal.


“Não é simplesmente fake, mas é uma estratégia que precisa de contexto. O sal antes do treino pode contribuir para a hidratação e o desempenho em situações específicas, como treinos prolongados, calor intenso ou grande perda de sódio pelo suor, mas não deve ser uma recomendação generalizada”, orienta Caroline Mota.


O mesmo princípio vale para bebidas com eletrólitos e outros produtos voltados à hidratação. Para a nutricionista, a necessidade depende da duração e da intensidade do exercício, além das condições em que ele é realizado e das características individuais.

Outro mito comum é sobre treinos em jejum. Conforme a especialista, a prática não é necessariamente um problema para todas as pessoas, pois algumas conseguem se adaptar à estratégia, dependendo do objetivo e da periodização do treinamento.


Quando o assunto é energia para o exercício, o carboidrato também merece atenção. O nutriente é uma importante fonte de energia para a atividade física, mas a quantidade e o tipo de alimento precisam acompanhar a demanda do treino.


“O tipo, a quantidade e a velocidade de absorção do carboidrato devem ser ajustados ao treino. Além disso, reduzir fibras e alguns alimentos próximos ao exercício pode melhorar a tolerância gastrointestinal”, destaca.

Para Caroline Mota, proteína adequada, carboidratos bem distribuídos, micronutrientes e hidratação influenciam a disposição, a performance, a recuperação e a preservação da massa muscular. “Não se trata de comer menos para ter menos medidas, mas de alimentar melhor o corpo para que ele responda melhor ao treino”, acrescenta.


A especialista em nutrição reforça que o principal cuidado de quem pretende iniciar uma rotina de exercícios é evitar a reprodução automática de estratégias vistas nas redes sociais. A individualidade deve estar no centro tanto da alimentação quanto do treinamento.


“Vejo muitos mitos no dia a dia, como ‘quanto mais proteína, melhor’, ‘carboidrato à noite engorda’, ‘suplemento é indispensável para ter resultado’, ‘comer de três em três horas acelera o metabolismo’ e ‘quanto mais eu treinar e menos eu comer, mais rápido vou evoluir’. Na prática, resultado depende de contexto como quantidade, qualidade e distribuição dos nutrientes, rotina, treinamento, sono e objetivo”, explica.


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