Empresas serão obrigadas a cuidar da saúde mental dos colaboradores; informa norma regulamentadora
- dialogoce
- 23 de abr.
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Com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR1), o conceito de "ambiente seguro" deixa de ser limitado apenas à integridade física e passa a abraçar, obrigatoriamente, a saúde mental dos colaboradores.

O cenário da Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil passa por sua transformação mais profunda em décadas. Com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR1), o conceito de "ambiente seguro" deixa de ser limitado apenas à integridade física e passa a abraçar, obrigatoriamente, a saúde mental dos colaboradores. Esta mudança, que entra em fase de fiscalização rigorosa a partir de maio de 2026, exige que as empresas abandonem a postura reativa para adotar um Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) verdadeiramente sistêmico.
A grande inovação desta atualização é a inclusão explícita dos fatores de riscos psicossociais dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Na prática, isso significa que elementos como carga de trabalho excessiva, falta de autonomia, assédio e pressões psicológicas passam a ser monitorados com o mesmo rigor que o ruído de uma máquina ou a toxicidade de um produto químico. Segundo Fernanda Macedo, psicóloga e diretora da Life DH, essa transição marca o reconhecimento legal de que a organização do trabalho é um agente capaz de adoecer, ou preservar, o capital humano de uma instituição.
Além da saúde mental, a nova diretriz impõe uma modernização nos processos de transparência e participação. A norma agora estabelece que o PGR deve ser um documento vivo, construído com a participação ativa dos trabalhadores e da CIPA, e não mais um relatório estático guardado em gavetas. A digitalização também se torna a regra, facilitando o rastreamento de dados pelo Ministério do Trabalho e garantindo que as medidas de prevenção descritas sejam efetivamente executadas no dia a dia da operação.



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