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Saiba se você tem Refluxo Gastroesofágico

  • Foto do escritor: dialogoce
    dialogoce
  • 14 de mai.
  • 2 min de leitura

As complicações, como inflamação do esôfago (esofagite), estreitamentos e até alterações celulares, associadas ao câncer podem surgir quando o problema é negligenciado. 

Foto: Divulgação
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Queimação frequente, sensação de alimento voltando à boca e desconforto no peito podem parecer comuns, mas, às vezes, não são. Quando os sintomas de refluxo persistem, é preciso atenção. A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) afeta entre 12% e 20% dos brasileiros e pode evoluir para complicações se não tratada adequadamente. 


O refluxo ocorre quando o conteúdo do estômago retorna ao esôfago, geralmente por falha no funcionamento do esfíncter esofágico inferior. Nestes casos, é preciso ficar alerta aos sintomas, como azia (queimação no peito), regurgitação, tosse crônica e rouquidão, dor torácica, sensação de “bolo” na garganta e dificuldade para engolir. Esses sintomas podem variar de leves a intensos e, em casos persistentes, indicam a necessidade de avaliação médica. 


Nem todo refluxo exige exames imediatos. Em pacientes jovens e sem sinais de alarme, o tratamento inicial costuma ser clínico, com mudanças de hábitos e medicamentos. No entanto, a persistência dos sintomas ou a falta de resposta ao tratamento acende um sinal de alerta. 


As complicações, como inflamação do esôfago (esofagite), estreitamentos e até alterações celulares, associadas ao câncer podem surgir quando o problema é negligenciado. 


De acordo com médico endoscopista, Paulo Ponte Prado, a endoscopia digestiva alta é o principal exame para avaliar casos de refluxo persistente. O procedimento permite visualizar o esôfago, identificar lesões e realizar biópsias quando necessário. “Quando o refluxo não melhora com tratamento clínico ou apresenta sinais de alerta, a endoscopia deixa de ser opcional e passa a ser fundamental para identificar complicações precocemente e direcionar o tratamento adequado.”


Medidas iniciais podem ser adotadas para o controle do refluxo, como indica Prado. “Evitar alimentos gordurosos, álcool e cafeína, não se deitar logo após as refeições, manter peso adequado, elevar a cabeceira da cama, suspender o tabagismo, entre outras.  Essas mudanças, associadas ao tratamento médico, são eficazes na maioria dos casos”, completa.  


O refluxo recorrente não deve ser banalizado. Sintomas persistentes, piora progressiva ou sinais como dificuldade para engolir, perda de peso e vômitos exigem investigação imediata.


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