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Exame do Papanicolau será substituído pelo exame molecular DNA-HPV

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    dialogoce
  • 27 de mar.
  • 2 min de leitura

A mudança faz parte das novas diretrizes para o diagnóstico da doença e começa a ser implantada ainda neste ano pelo SUS, o Sistema Único de Saúde, em parceria com as prefeituras, nas unidades básicas de saúde.

Foto: Marcelo Casal/ Agência Brasil
Foto: Marcelo Casal/ Agência Brasil

O conhecido exame papanicolau, feito para detecção do papilomavírus humano, vai ser substituído pelo teste molecular de DNA-HPV, considerado mais eficaz para a descoberta precoce do câncer de colo de útero.


A mudança faz parte das novas diretrizes para o diagnóstico da doença e começa a ser implantada ainda neste ano pelo SUS, o Sistema Único de Saúde, em parceria com as prefeituras, nas unidades básicas de saúde.


O teste molecular é recomendado pela Organização Mundial da Saúde, desde 2021, como exame primário para diagnóstico do HPV.


Com este novo exame, o intervalo entre as coletas passa a ser de cinco anos, diante da maior confiabilidade. Hoje, o papanicolau é realizado de seis meses a um ano para confirmar a efetividade do rastreamento.


Já a faixa-etária do público alvo recomendada, permanece a mesma: de 25 a 49 anos.


O pesquisador da Divisão de Detecção Precoce do Instituto Nacional do Câncer, Itamar Bento, diz que o investimento para a implantação do novo teste é volumoso, mas que o impacto vai ser menor no orçamento tanto da União quanto das prefeituras, porque evitará gastos no futuro com internações e tratamento do câncer de colo do útero.


“A gente espera que todo esse investimento, que está acontecendo agora no país, deixe de ter essas enfermarias lotadas de pessoas que chegam com o câncer avançado por toda a falha do rastreamento, por toda a falha da detecção precoce, por toda a falha da prevenção. Então a gente trabalha para mudar essa realidade”.  


O papilomavírus humano, ou HPV, é o causador de mais de 99% dos casos de câncer de colo do útero, que é o terceiro mais incidente entre as mulheres brasileiras, com cerca de 17 mil novos casos por ano.


Com altas coberturas de vacinação e de exames de rastreio, especialistas acreditam que a doença pode ser erradicada em cerca de 20 anos

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