Equipamento de baixo custo que capta dados de poluição atmosférica é desenvolvida por pesquisadores da UFC
- dialogoce
- há 4 dias
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O protótipo, iniciado em parceria com a Samsung Eletrônica da Amazônia Ltda., já foi testado para identificar a poluição nos bairros Meireles e Aldeota e segue em aperfeiçoamento.

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveram um equipamento de baixo custo capaz de captar dados de poluição atmosférica e de variáveis meteorológicas em ambientes internos e externos. O protótipo, iniciado em parceria com a Samsung Eletrônica da Amazônia Ltda., já foi testado para identificar a poluição nos bairros Meireles e Aldeota e segue em aperfeiçoamento. A expectativa é de que o modelo permita, em breve, a geração de mapas de poluição para toda a cidade de Fortaleza e possa ter aplicação facilitada em outras cidades.
No Ceará, a qualidade do ar é monitorada por dois órgãos públicos, tanto no nível estadual (SEMACE) quanto no municipal (SEUMA), mas a medição é feita com equipamentos de grande escala para coleta de dados. Conforme os pesquisadores, esses monitores possuem limitada possibilidade de realocação, exigindo mais tempo de medição para cobrir uma grande área.
O equipamento desenvolvido pela equipe da UFC, denominado Sensenet, pode vir a ser uma solução para o problema. Isso porque ele é de baixo custo: enquanto o Sensenet custou cerca de R$ 1.200, estações robustas de monitoramento contínuo da qualidade do ar podem custar entre R$ 90 mil e R$ 160 mil.
O protótipo está seguindo para sua versão 6.0, com melhorias já realizadas para coletar mais poluentes, a exemplo dos compostos orgânicos voláteis (VOCs). Em fase de avaliação, o novo modelo é denominado SenseAir. Ele passa a contar com uma webcam que permite, por meio de algoritmos de reconhecimento de imagem, fazer a contagem automática de tráfego.
As inovações estão em elevado nível de maturidade, de forma que já podem ser aproveitadas pela Prefeitura de Fortaleza, segundo os professores. Como é de baixo custo, o Sensenet poderá, no futuro, ser usado nas diversas regiões da cidade e com uma periodicidade regular, permitindo a criação de mapas de poluição da cidade. Os mapas de poluição funcionam de forma semelhante aos mapas de calor. Todavia, em vez de representar a temperatura, exibem o Índice de Qualidade do Ar (IQAr) médio em diferentes locais.
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