Cesta básica de Fortaleza registra queda no mês de junho
- dialogoce
- 8 de jul.
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A leve redução observada em junho foi influenciada principalmente pela queda no preço de alguns alimentos bastante consumidos pelas famílias.

Após meses de alta, o preço da cesta básica registrou uma pequena redução em Fortaleza durante o mês de junho. Apesar do recuo de 0,32% em relação a maio, o custo dos alimentos essenciais permaneceu elevado e continua pesando no orçamento dos trabalhadores da capital cearense.
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o conjunto de produtos passou a custar R$ 822,43.
Com esse valor, um trabalhador que recebe o salário mínimo líquido precisou destinar 54,85% da renda apenas para a compra da cesta básica. Em termos de jornada de trabalho, foram necessárias 111 horas e 37 minutos para adquirir todos os itens.
A leve redução observada em junho foi influenciada principalmente pela queda no preço de alguns alimentos bastante consumidos pelas famílias.
Entre os produtos que ficaram mais baratos estão:
Banana: -4,73%
Café: -3,41%
Tomate: -3,34%
Óleo de soja: -2,37%
Arroz: -1,21%
Farinha: -1,13%
Açúcar: -1,09%
Já outros itens apresentaram aumento de preço, com destaque para:
Feijão: 9,23%
Pão francês: 1,52%
Leite: 1,04%
Carne bovina: 0,54%
Manteiga: 0,47%
Alimentação de uma família ultrapassa R$ 2,4 mil
O levantamento também estima o custo da alimentação para uma família composta por dois adultos e duas crianças. Em junho, essa despesa chegou a R$ 2.467,29.
O cálculo considera o salário mínimo nacional de R$ 1.621. Após o desconto de 7,5% referente à contribuição previdenciária, o rendimento líquido utilizado na pesquisa é de R$ 1.499,43.
Dieese estima salário mínimo ideal acima de R$ 8 mil
Além de acompanhar o comportamento da cesta básica, o Dieese calcula mensalmente qual deveria ser o salário mínimo capaz de suprir todas as necessidades básicas previstas na Constituição, incluindo alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência.
Em junho de 2026, esse valor foi estimado em R$ 8.110,92, aproximadamente cinco vezes superior ao salário mínimo oficial em vigor.
No mês anterior, a estimativa era de R$ 7.999,44. Já em junho de 2025, o valor necessário era de R$ 7.416,07.
Cesta acumula forte alta em 2026
Embora tenha apresentado queda no último mês, a cesta básica segue mais cara do que no início do ano.
No acumulado dos seis primeiros meses de 2026, a alta chegou a 21,48%. Já na comparação com junho de 2025, o aumento foi de 11,88%.
Em dezembro de 2025, a cesta custava R$ 677. Seis meses depois, passou para R$ 822,43, refletindo o avanço dos preços dos alimentos.
No acumulado do semestre, os maiores aumentos foram registrados em:
Tomate: 138,35%
Feijão: 57,04%
Carne bovina: 11,53%
As principais quedas ficaram por conta de:
Óleo de soja: -8,57%
Café: -8,11%
Açúcar: -7,16%
Na comparação dos últimos 12 meses, os produtos que mais encareceram foram:
Feijão: 46,61%
Tomate: 41,04%
Carne bovina: 13,56%
Já as maiores reduções ocorreram em:
Arroz: -18,36%
Açúcar: -13,78%
Café: -13,40%
Situação nas capitais brasileiras
Em junho, o preço da cesta básica aumentou em 17 capitais brasileiras e diminuiu em outras 10.
Os maiores reajustes mensais foram registrados em:
Boa Vista: 3,28%
Palmas: 3,01%
Rio Branco: 2,20%
Porto Alegre: 2,18%
A cesta mais cara do país foi encontrada em São Paulo, onde o conjunto de alimentos custou R$ 965,47. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).
Entre as capitais das regiões Norte e Nordeste, os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).
Apesar da queda registrada em junho na capital cearense, Fortaleza lidera o ranking nacional de maior aumento acumulado da cesta básica no primeiro semestre de 2026, evidenciando que o custo da alimentação continua sendo um dos principais desafios para o orçamento das famílias.



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